São Paulo evita pressa, mas aposta que Forlán, Lugano e Kaká virão para o clube
A vinda do atacante Luis Fabiano recentemente animou a diretoria do São Paulo, que faz planos para ter outros ídolos do clube a longo prazo. O diretor de futebol do time tricolor João Paulo de Jesus Lopes disse apostar que o trio formado pelos meia-atacantes Diego Forlán e Kaká, além do zagueiro Lugano, virá para o clube, mas não tem pressa para que isso aconteça.
“Não tenho dúvida que eles virão para o São Paulo, a questão é como. O Forlán, o Kaká e o Lugano possuem uma história associada a nós”, argumentou o dirigente, para frisar posteriormente que adota uma posição cautelosa sobre o assunto.
“Acho que eles virão algum dia, mas é difícil ou quase impossível em um curto ou médio prazo, pois eles estão bem do ponto de vista técnico e financeiro e têm mercado. Não adianta sonhar com os jogadores à medida que ainda não é viável”, complementou.
O dirigente comparou o exemplo dos três jogadores com o de Luis Fabiano. “Sempre tivemos o plano de repatria-lo, mas nesse caso colaborou demais a vontade do jogador de sair da Europa e voltar a jogar conosco”, admitiu Jesus Lopes.
Paralelamente ao sonho pela vinda dos craques, o São Paulo trabalha para a reposição de peças no seu elenco. O zagueiro Miranda já está acertado para deixar o clube no meio do ano. Seu companheiro de setor Alex Silva e o meia Ilsinho podem seguir caminhos semelhantes.
“Estamos sempre em sintonia fina e com um planejamento dinâmico que acompanha dia a dia as eventuais necessidades, deficiências e oportunidades. O São Paulo está sempre atento ao mercado”, ponderou o dirigente são-paulino.
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Rogério Ceni faz o centésimo gol contra o Corinthians
16/05/2011 14:58
Contra rival Corinthians, Rogério Ceni marca centésimo gol
Goleiro são-paulino é recordista entre jogadores da posição
Este foi o 56º gol de falta do maior goleiro artilheiro da história. Os outros 44 foram anotados de pênalti. Para Fifa, porém, Rogério ainda precisa marcar mais duas vezes para atingir o centésimo. Isso porque dois dos gols aconteceram em jogos amistosos, não reconhecidos pela entidade - contra um combinado Santos e Flamengo, em 1998, e contra o Uralan, da Rússia, em 2000, ambos no Morumbi.
A festa do centésimo gol só não teve o estádio são-paulino como palco porque o Morumbi recebeu, no sábado, um show de rock. Veio, porém, contra o maior rival tricolor, e contra um adversário no qual Rogério só havia marcado duas vezes, nunca de falta.
A contagem para o centésimo teve início em 1997, tão logo o goleiro se tornou titular do São Paulo, em substituição a Zetti, de quem foi reserva por seis anos. Em um jogo em 15 de fevereiro, em Araras, Rogério Ceni arriscou uma cobrança de falta de longa distância, cobrou com perfeição e marcou, contra o União São João, o seu primeiro gol da carreira.
Naquele ano, ele ainda marcaria mais três vezes, sempre de falta. O primeiro de pênalti veio apenas em abril de 1999, contra o Palmeiras, que depois viraria a sua maior vítima. Foi também em 1999 que, pela primeira vez, Rogério marcou duas vezes em um mesmo jogo: um de falta e um de pênalti sobre a Inter de Limeira.
Com o São Paulo vivendo uma fase de jejum de títulos nacionais e fora da Libertadores por quase uma década, Rogério só marcou seu primeiro gol fora do país em 2004, em Lima, na volta do time tricolor à principal competição sul-americana.
A partir do ano seguinte, quando o São Paulo já não tinha mais Luis Fabiano, Rogério Ceni passou a ser o cobrador oficial de pênaltis do São Paulo - até então só havia feito quatro gols desta forma. Aí a contagem começou a correr mais rapidamente. Só em 2005 foram 21 gols - um Paulistão, uma Libertadores, um Mundial.
Desde 2006, Rogério Ceni é o maior goleiro artilheiro da história do futebol mundial. Na ocasião, marcou um gol com a bola rolando - após uma cobrança de falta ensaiada - e chegou ao seu 63º na carreira, ultrapassando o paraguaio Chilavert, que tinha 62. No mesmo jogo, contra o Cruzeiro, ainda marcou mais uma vez, de pênalti, em uma das mais memoráveis atuações de sua carreira.
As marcas de Rogério como goleiro-artilheiro não são poucas. Ele é o que mais marcou no Brasileirão, na Libertadores, no Paulistão e o único a ter feito gol em um Mundial de Clubes.
Em 2010, Rogério atingiu uma das suas mais significativas marcas. Contra o Once Caldas, ele marcou o seu 11º gol pela Libertadores, tornando-se o maior artilheiro do São Paulo na história da competição. Com o centésimo gol, Ceni se tornou, ao lado de Renato, o 18º maior artilheiro do clube em todos os tempos.
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